A Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia debateu nessa terça a proposta do Governo Federal de facilitar o registro de engenheiros de outros países para trabalhar no Brasil. A iniciativa do presidente Temer foi criticada no encontro. Para o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva de Pernambuco, Roberto Muniz, a iniciativa pode afetar a qualidade dos serviços no Brasil. “Vai ser uma enxurrada de engenheiros do mundo todo aqui trabalhando temporariamente, sem muita responsabilidade com o que está fazendo aqui e sem a gente ter um processo de controle sobre a qualidade e a responsabilidade técnica que aquele profissional e empresa estão fazendo no Brasil.”
Para o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco, Evandro Alencar, facilitar a entrada de estrangeiros pode enfraquecer o setor. “Os riscos são grandes, logicamente para os profissionais da engenharia, mas, principalmente, para nossa sociedade. A gente não sabe o que virá e não sabe os resultados disso. É um momento de crise, onde nossa engenharia, que gera emprego e gera renda, deve ser fortalecida, e não desmantelada.”
O coordenador da Frente em Defesa da Engenharia, deputado Eduíno Brito, do PP, prometeu levar aos deputados federais as críticas ao projeto. “Nós vamos fazer nossa parte: levar aos deputados federais e à frente de engenharia nacional para que haja trabalho de esclarecimento, não é um trabalho de lobby, esclarecimento de que este projeto está na contramão do desenvolvimento do Brasil.”
Também participaram da reunião representantes de outras entidades ligadas ao setor, como Clube de Engenharia, Sindicato dos Engenheiros e Fundacentro. Todos se opuseram à proposta do Governo Federal.
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